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World Explorer, o navio que custou 80 milhões de euros ao empresário Mário Ferreira

World Explorer, o navio que custou 80 milhões de euros ao empresário Mário Ferreira
Economia O “World Explorer” é o primeiro navio de passageiros a ser construído em Portugal. Tem bandeira nacional e custou mais de €80 milhões à Mystic Invest, do empresário português Mário Ferreira, fundador da Douro Azul, que conta agora com 51 embarcações espalhadas pelo mundo. O paquete partiu de Lisboa rumo à Antártida, numa viagem…

Economia

O “World Explorer” é o primeiro navio de passageiros a ser construído em Portugal. Tem bandeira nacional e custou mais de €80 milhões à Mystic Invest, do empresário português Mário Ferreira, fundador da Douro Azul, que conta agora com 51 embarcações espalhadas pelo mundo. O paquete partiu de Lisboa rumo à Antártida, numa viagem de homenagem aos 500 anos da circum-navegação de Fernão de Magalhães. O Expresso embarcou para conhecer o navio por dentro e foi até ao Funchal. Veja a reportagem

O ano de 2019 está a ser frenético para Mário Ferreira, fundador da Douro Azul. Aos 51 anos, inaugurou o primeiro de três navios de expedição, abriu uma delegação em Fort Lauderdale, na Florida, e fez o negócio da sua vida ao vender a posição minoritária de 40% da Mystic Invest Holding por €250 milhões ao fundo norte-americano Certares, um dos maiores grupos mundiais de distribuição de viagens turísticas.

A ideia de ter um navio de expedição começou com o sonho de subir o rio Amazonas e, em 2014, Mário Ferreira comprou o ferry “Atlântida”, com perto de cinco mil toneladas, com o objetivo de o transformar num navio de luxo, para fazer cruzeiros entre Manaus e Iquitos, no Peru. O Expresso, que fez a última viagem do “Atlântida” entre a Base do Alfeite, em Almada, e os Estaleiros de Viana do Castelo onde seria alvo de uma transformação profunda, presenciou o entusiasmo de Mário Ferreira enquanto falava dos planos que tinha para a remodelação. “Este navio é luxuoso para ferry, mas não tem as características necessárias para a nossa atividade de cruzeiro, tudo o que está aqui dentro é para sair”, disse na ocasião.

Mas depois de investir vários milhões em alterações e projetos, chegou à conclusão que era melhor construir um navio novo. O custo para transformar e adaptar o casco para gelo era enorme. Assim, o projeto foi evoluindo para um navio com diversos destinos ao longo do ano, no verão Ártico e Antártida e pelo meio da época na Amazónia e Mediterrâneo. Desta forma nasceu nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, o “World Explorer”, com 9271 toneladas, o dobro do que tinha sido idealizado inicialmente.

A marinha mercante portuguesa, viveu o seu apgeu nos anos sessenta do século passado, altura em que a Companhia Nacional de Navegação e a Companhia Colonial de Navegação, rivalizavam no prestígio, conforto, elegância e vanguarda das viagens de carreira e de cruzeiro para as colónias e resto do mundo. Eram os bons tempos dos paquetes portugueses como o “Príncipe Perfeito”, “Infante D. Henrique” ou “Santa Maria” mas em meados da década de setenta os passageiros começaram a preferir a utilização do avião para viajarem. Mudaram os tempos e desapareceu a da grandiosa frota de 26 navios. Nenhum desses paquetes foi construído em Portugal, foram todos encomendados ao estrangeiro. O “World Explorer” é o primeiro paquete construído em Portugal e o maior navio de passageiros saído de estaleiros nacionais desde sempre.

A bordo, o armador também português deu preferência aos produtos nacionais como o mobiliário fabricado em Paços de Ferreira, a louça da Vista Alegre, os lençóis da Lameirinho, a cerveja fornecida pela Unicer, os cafés Delta ou os vinhos portugueses. “Todas estas marcas Portuguesas, para além de grandes marcas com muita qualidade são por nós vistas como parceiros que estão sempre disponíveis para estudar formas de inovar e surpreender os nossos clientes” afirmou.

O “World Explorer”, com a ocupação já toda vendida até 2025 a americanos, franceses e alemães, é o primeiro de três navios de cruzeiro encomendados pela Mystic Cruises à West Sea. O “World Voyager” e o “World Navigator” deverão começar a operar em 2020 e 2021, respetivamente.

Para a construção dos três navios, Mário Ferreira tem um financiamento aprovado e disponível de €165 milhões feito com o banco chinês ICBI. “Ainda não foi usado nem um euro, fruto do excesso de liquidez em caixa que ocorreu com o aumento de capital. Neste momento não temos dívida em nenhum dos três navios de expedição, contudo, será nossa intenção financiar uma parte do ‘World Explorer’ junto de um banco português que nos apresentou condições justas e interessantes”, explica. Os outros dois navios continuam a ser construídos com capitais próprios. Sobre a possível construção de um quarto, um pouco maior, o empresário não abre o jogo. “Estamos a trabalhar no assunto.”

Sala de observação, com janelas de alto a baixo, e uma vista de 180 graus

Sala de observação, com janelas de alto a baixo, e uma vista de 180 graus

Jaime Figueiredo

Mas o armador quer crescer mais e conquistar a América. O mercado americano é o maior do mundo em cruzeiros, por isso Mário Ferreira abriu uma delegação em Fort Lauderdale, Miami, com a marca Atlas Ocean Voyages, uma sucursal da Mystic Cruises, que consolida as suas vendas em Portugal. “O nosso sócio americano na Mystic Cruises vendeu em 2018 mais de 3 mil milhões de dólares em cruzeiros”, sublinha.

Em maio, Mário Ferreira fez o negócio da sua vida ao vender 40% da Mystic Invest ao fundo americano Certares, o maior distribuidor de viagens nos EUA. “Vendemos por €250 milhões, €175 milhões de aumento de capital para construir mais navios e participar em futuras aquisições, €75 milhões foram venda direta”, confirma o empresário. A Mystic Invest encaixou €175 milhões, ficando a valer €625 milhões; os €75 milhões foram um encaixe na holding familiar, onde Mário Ferreira e a mulher, Paula Paz Dias, vice-presidente da Mystic Invest, têm os negócios imobiliários, hoteleiros, aeronáuticos, seguros, na agricultura, de business angel, comunicação e ensino.

“Escolhemos o fundo Certares pois gostamos dos sócios e da sua estratégia, eles investem apenas em turismo. Este ano vão vender em viagens mais de 100 mil milhões de dólares, dos quais, 4 mil milhões em cruzeiros. A Mystic Cruises está com tudo cheio e sem que tenham vendido alguma da nossa ocupação, pois não temos nada disponível, mas vamos ter…”, afirma Mário Ferreira.

Na noite de seis de abril os estaleiros receberam 400 ilustres convidados, entre os quais a cantora e antiga modelo Carla Bruni, convidada para ser madrinha da embarcação, e o primeiro-ministro, António Costa. O mundo empresarial e político viu Mário Ferreira apresentar as viagens e fazer aparecer e desaparecer do palco hologramas de ursos no Ártico e baleias no Atlântico.

Mas para lá chegar, o “World Explorer” ainda teria de esperar uns meses. “O atraso ficou a dever-se a várias situações: o facto de estarmos a falar da construção de um protótipo, sempre muito difícil para qualquer estaleiro na fase final, e a falência da Viana Decon, um dos grandes fornecedores que trabalhava com os estaleiros há mais de 15 anos”, explicou o empresário. Devido a estes constrangimentos, o navio, com um custo inicial de €70 milhões, acabou por ter um custo final superior a €80 milhões. Este facto levou Mário Ferreira a utilizar a rede social Facebook para pedir aplicadores de papel, envernizadores, carpinteiros, aplicadores de ladrilhos e pintores para os retoques finais.

No início de agosto, o recém-construído “World Explorer” deixou finalmente a margem direita do rio Lima para a sua primeira viagem até Reiquiavique, na Islândia, passando o resto do verão a navegar pelas águas geladas da Gronelândia e os fiordes da Noruega. Em outubro fez escala em Lisboa, durante a viagem de reposicionamento até à Antártida, onde ficará até março de 2020. Com partida prevista para as 18 horas, o navio esteve para não sair do rio Tejo porque o Tribunal Marítimo de Lisboa decretou o arresto da joia da coroa do empresário. “Houve uma tentativa de arresto maléfica por parte de uma empresa falida com o intuito de bloquear o navio todo o fim de semana. Essa empresa faliu por ter desviado dinheiro de Portugal para a Grécia. Tudo o que inventaram é falso. Nunca existiu uma dívida para com a Viana Decon. Em 15 anos de projetos, pagámos sempre adiantado. Sempre financiámos os trabalhos, mas as coisas correram-lhes mal na Grécia e tivemos de assumir a empreitada diretamente e pagar as encomendas feitas por eles”, esclarece Mário Ferreira.

Banco corrido aquecido com um sistema radiante, que percorre a proa do navio

Banco corrido aquecido com um sistema radiante, que percorre a proa do navio

Jaime Figueiredo

A libertação do navio, com 131 passageiros (na sua maioria alemães), só foi possível devido à prestação de uma garantia bancária no valor da dívida exigida. A capitania de Lisboa autorizou a saída e era já noite cerrada quando o inovador sistema de jatos de água afastou silenciosamente o navio do Terminal de Cruzeiros de Lisboa para uma viagem de 36 horas até ao Funchal.

À frente deste navio de luxo com capacidade para 200 passageiros e 111 tripulantes — maioritariamente asiáticos e sul-americanos; os oficiais e pessoal técnico são portugueses — está o comandante Amadeu Albuquerque, que já navegou por todos os oceanos, esteve 13 anos na pesca do bacalhau, onde ganhou experiência em águas polares, foi o último comandante do “Infante Dom Henrique” e também do maior navio da Pullmantur, o “Sovereign”. “Aceitei o desafio porque estava cansado de navios com três mil passageiros. Este é muito mais tranquilo”, desabafa Albuquerque na ponte de comando, onde não falta tecnologia de ponta para navegar no gelo, como um sonar de grande alcance ou câmaras térmicas para detetar icebergues.

A aposta numa embarcação mais pequena, com 126 metros de comprimentos e 19 de largura, permite visitar locais remotos e atracar no centro das cidades onde os grandes paquetes de 5 mil passageiros não podem ou não devem entrar. Uma grande vantagem quer do ponto de vista da segurança dos passageiros quer ambiental. “Na Antártica não podemos deixar em terra mais de 100 passageiros por localização, assim, quando temos 100 em terra, temos os outros nos botes e nas canoas, procedendo à troca passadas duas horas”, explica o empresário.

“Este navio é um dos primeiros do mundo a respeitarem as novas regras do Código Polar e também as de emissões de CO2 e enxofre.” Ou seja, tem sofisticados sistemas de tratamento de lixos, de tratamento de águas residuais, um sistema dinâmico de posicionamento que evita o recurso a âncoras, protegendo assim o fundo do mar e ainda um sistema híbrido de propulsão, desenvolvido em parceria com a Rolls-Royce, que permite reduzir drasticamente os consumos e navegar silenciosamente através de ambientes naturais.

O projeto é do arquiteto naval italiano Giuseppe Tringali, já o layout interior tem o dedo de Mário Ferreira “adoro a otimização do espaço”. A bordo existe uma pista de jogging, um solário com dois jacuzzi e piscina exterior aquecida, um pequeno ginásio, spa, casino, uma sala com jogos de tabuleiro, auditório para palestras, suítes com varanda infinita, que é na verdade uma continuação do camarote, um espaço contínuo, desde a porta até à beira da água. A sala de observação, no sétimo piso, tem janelas de alto a baixo, com uma vista de 180 graus, uma cúpula em vidro que permite ver as estrelas no Ártico ou a aurora boreal. Uma câmara de alta definição instalada no casco transmite em direto imagens subaquáticas, uma ideia do empresário, que em miúdo queria ser engenheiro civil. Também é de Mário Ferreira o desenho do banco corrido aquecido com um sistema radiante, que percorre a proa do navio. “Foi ideia minha, quando fiz a minha primeira viagem na Antártida um dos locais mais interessantes para ver as baleias que muitas vezes nos acompanhavam era na proa do navio, que, no barco em que viajei, era muito suja. Com o design desta proa e banco resolvemos dois problemas, temos uma zona limpa e segura para clientes e ao mesmo tempo um banco aquecido”, contou. Mas não serve só para contemplar baleias e o pôr do sol. Na última noite da viagem, uma dúzia de jovens alemães decidiu ir para a proa do navio vestidos a rigor… Com roupões de banho brancos fizeram um piquenique, onde não faltou pão, queijos variados, vinho branco e a Lua para contemplar.

São vários os destinos ao longo do ano: no verão Ártico, fiordes da Noruega e Antártida,e pelo meio da época a Amazónia e o Mediterrâneo

São vários os destinos ao longo do ano: no verão Ártico, fiordes da Noruega e Antártida,e pelo meio da época a Amazónia e o Mediterrâneo

Sempre a pensar crescer, o empresário ainda fala da forte possibilidade de a Mystic Invest ser cotada na Bolsa de Nova Iorque, o que só poderá acontecer quando chegar a €100 milhões de EBITDA. “Não será difícil de atingir, assim que os novos navios entrem ao serviço.” Talvez nessa altura possa abrandar o ritmo e retirar-se da gestão quotidiana, mantendo o controlo familiar.

O rapazito que tinha o sonho de dar a volta ao mundo pretende reformar-se aos 60 anos, para dar lugar aos mais novos, e sair em alta. Agora, o sonho é mais ambicioso: dar a volta à terra num navio espacial que permitirá ver, em 24 horas, 16 vezes o nascer do sol e 16 magníficos pores do sol. “Será a merecida segunda lua de mel para mim e para a Paula”, partilha.

O Expresso viajou a convite da Mystic Cruises

é o número de embarcações que a Mystic Invest está a operar atualmente. Uma oceânica, 21 no Douro e 29 em outros rios do mundo

mil é o número de passageiros previstos para 2019

milhões de euros é quanto Mário Ferreira espera faturar em vendas este ano. Para 2020 prevê crescer mais de 40%, ultrapassando os €233 milhões, tudo assente nas apostas e investimentos internacionais que continuarão a crescer a dois dígitos nos anos seguintes

Solário com jacuzzi e piscina exterior aquecida

Solário com jacuzzi e piscina exterior aquecida

Jaime Figueiredo

15 de janeiro de 1968

Nasceu em Matosinhos no seio de uma família da classe média e passou a infância em Leça da Palmeira, ao lado do Porto de Leixões, onde o pai trabalhava.

A primeira vez que sentiu o desejo de viajar, foi no dia em que chegou a Leixões o barco do livro, uma biblioteca flutuante gigante, que fazia a circum-navegação com jovens de vários países para ajudarem e partilharem conhecimento. O sonho de Mário Ferreira era dar a volta ao mundo naquele barco, com aqueles miúdos.

1982

Com 14 anos vai trabalhar e estudar durante o verão, nos Summer Camps, em Inglaterra. Dois anos mais tarde, toma a decisão de sair de Portugal e ir para Londres. Poucos dias depois começa a trabalhar num restaurante italiano.

Aos 18 anos é contratado para gerir um restaurante, em Chelsea, onde conhece um administrador da Cunard que o convida para trabalhar a bordo dos seus navios. Pronto para circum-navegar o planeta, embarcou em Reiquiavique, na Islândia, no “Vistafjord”, durante cinco anos.

1992

Com 24 anos, decidiu deixar os navios e regressar a Portugal onde abre o restaurante Avó Miquinhas.

1993

Cria a empresa Ferreira & Rayford iniciando assim a sua atividade marítimo-turística no Douro. Compra o cacilheiro “Castelo” à Transtejo e em homenagem ao barco onde tinha trabalhado durante cinco anos batiza-o “Vistadouro”.

1996

Face ao êxito e à crescente procura, Mário Ferreira cria uma nova empresa, a Douro Azul e compra uma nova embarcação, a “Princesa do Douro”.

Foi o início de um percurso que deu origem à Mystic Invest, o grupo empresarial de Mário Ferreira, onde se inclui a Douro Azul, empresa de cruzeiros no Douro, atualmente com uma frota de 21 embarcações. Doze navios-hotéis próprios, quatro navios-hotéis da Viking River Cruises mas com gestão da Douro Azul, três Rabelos Sightseing e dois iates de luxo.

2007

Depois de comprar o bilhete para uma viagem até ao espaço com a Virgin Galactic, Mário Ferreira torna-se o primeiro português a inscrever-se para ir ao espaço, mas o projeto sofreu vários reveses e nunca chegou a descolar.

Em virtude da parceria com a Virgin Galactic e da amizade com Richard Branson, funda a primeira empresa de Turismo Espacial em Portugal. A Caminho das Estrelas dedica-se à comercialização de voos orbitais, experiências de gravidade zero e viagens ao Kennedy Space Center.

2012

É apresentada a nova frota de dez autocarros turísticos no Porto, os BlueBus City Sightseeing.

Em 2018, na sequência da aprovação do novo regulamento para o transporte turístico na cidade do Porto e das acusações polémicas proferidas pelo presidente da autarquia, Mário Ferreira abandona o negócios e vende a empresa Roller Town, que tem a exploração do negócio à Cityrama, do grupo Barraqueiro por €3 milhões.

2014

Compra o antigo Edifício Monumental, na Avenida dos Aliados, no Porto, para o transformar num hotel de luxo.

A reconstrução foi demorada e polémica devida ao choque entre o promotor e o construtor. Em outubro de 2018 vendeu o Monumental Palace Hotel aos franceses da Maison Albar por €38 milhões.

No mesmo ano, inaugura o World of Discoveries — Museu Interativo e Parque Temático sobre os descobrimentos, em Miragaia. Um investimento de €8 milhões.

2014

Mário Ferreira arrematou o ferry “Atlântida” (rejeitado pelo Governo dos Açores) por €8,75 milhões.

A ideia era transformá-lo num cruzeiro de luxo a operar na Amazónia mas mediante as inúmeras e aliciantes propostas acaba por acertar a venda do barco para a Noruega, para a empresa de cruzeiros Hurtigruten. A imprensa avançou na altura que o negócio terá sido feito por €17 milhões.

2015

Um dos negócios de que o empresário mais se orgulha é a aquisição da Nicko Cruises, uma empresa alemã quatro vezes maior do que a Douro Azul.

Com uma frota de 29 navios-hotéis a operar pelos principais rios, como o Danúbio, Reno, Elba, Nilo, Yangtzé e Mekong, na China, a empresa deu um salto na estratégia de internacionalização da Douro Azul. Além das embarcações, ficou também com uma carteira de 9 mil operadores a vender as suas passagens e uma base de dados de 600 mil clientes.

2019

Em meados de setembro, o Expresso noticiou que Mário Ferreira se iria tornar acionista da Cofina, liderada por Paulo Fernandes, para comprar a Media Capital, proprietária da TVI e da Rádio Comercial. A Cofina por seu lado detém o “Correio da Manhã”, CMTV, “Record”, “Sábado” e “Jornal de Negócios”, entre outros.

Mário Ferreira não quis confirmar a sua parceria na Cofina. “Estamos a estudar sem pressa várias possibilidades de investimento que nos pareçam viáveis e sustentáveis a longo prazo.”

Fonte

Redação

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