NAVIOS

Open Arms pede porto seguro para desembarcar 363 migrantes

Open Arms pede porto seguro para desembarcar 363 migrantes
31 Janeiro 2020 às 10:21 A organização não-governamental (ONG) espanhola Open Arms, que tem 363 migrantes a bordo após cinco resgates no Mediterrâneo, pede um porto seguro para desembarcar as pessoas o mais rápido possível. Fontes da ONG espanhola explicaram à agência de notícias EFE que durante a noite houve o transporte para a Itália de duas pessoas que…

A organização não-governamental (ONG) espanhola Open Arms, que tem 363 migrantes a bordo após cinco resgates no Mediterrâneo, pede um porto seguro para desembarcar as pessoas o mais rápido possível.

Fontes da ONG espanhola explicaram à agência de notícias EFE que durante a noite houve o transporte para a Itália de duas pessoas que sofriam de queimaduras graves e fortes dores abdominais.

A Open Arms solicitou o transporte para Malta, mas este foi negado.

A última operação de resgate nestes três dias ocorreu durante a madrugada, quando a rede “Alarm Phone” alertou para um barco à deriva.

O navio humanitário espanhol, o único atualmente a operar em águas do Mediterrâneo, respondeu à chamada e localizou “cerca de 100 pessoas” amontoadas num barco de madeira.

A bordo, já havia outros 282 imigrantes salvos em quatro operações diferentes, incluindo três mulheres e 38 menores não acompanhados e provenientes de países como Sudão do Sul, Gâmbia, Egito, Senegal, Chade, Burkina Faso, Guiné e República Centro-Africana.

Atualmente, o Open Arms é o único navio humanitário na área central do Mediterrâneo, depois de outros navios, como o Ocean Viking (dos Médicos Sem Fronteiras e o SOS Mediterranee) e Alan Kurdi (da ONG alemã Sea Eye), terem sido autorizados pela Itália e Malta a desembarcar os seus migrantes resgatados no mar.

O Ministério do Interior italiano informou na terça-feira que este ano já chegaram a Itália 870 migrantes, em comparação aos 155 no mesmo período do ano passado e aos 3.176 em 2018.

Após a saída do Governo italiano do partido Liga – da extrema-direita e que aplicou a política de “portos fechados”-, a formação do novo Governo composto pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), pelo Partido Democrata (PD) e outros grupos progressistas, os navios humanitários já podem desembarcar novamente nos portos italianos, graças ao mecanismo de redistribuição de migrantes nos países europeus disponíveis.

Fonte

Redação

Adicionar comentário

Clique aqui para postar um comentário

Tradutor - Translate »