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Onyx Lorenzoni: cada vez menor no governo

Onyx Lorenzoni: cada vez menor no governo
SEM PODER - Onyx: esvaziado, o ministro montou uma agenda de olho nas eleições Antonio Cruz/Agência Brasil Publicidade Chefiar a Casa Civil sempre foi sinônimo de poder e prestígio. A pasta, tradicionalmente, é responsável pela articulação política com o Congresso, pela negociação de cargos e verbas com os parlamentares e pelo acompanhamento dos principais projetos do governo…
SEM PODER - Onyx: esvaziado, o ministro montou uma agenda de olho nas eleições Antonio Cruz/Agência Brasil

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Chefiar a Casa Civil sempre foi sinônimo de poder e prestígio. A pasta, tradicionalmente, é responsável pela articulação política com o Congresso, pela negociação de cargos e verbas com os parlamentares e pelo acompanhamento dos principais projetos do governo — o que confere ao nomeado a força de um primeiro-ministro. Além disso, o escolhido para a missão é sempre alguém que goza da mais absoluta confiança do presidente da República, o que lhe garante o prestígio. Para essa função estratégica, Jair Bolsonaro indicou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na semana passada, o ministro teve de interromper suas férias no exterior para voltar para Brasília e explicar por que um de seus assessores andava abusando de mordomias nos jatos da Força Aérea — um problema prosaico que revelou o real tamanho de seu prestígio.

Sem ouvir Onyx, o presidente mandou demitir quase uma dezena de funcionários do ministério e anunciou, pelo Twitter, que estava retirando da Casa Civil o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que prevê uma série de obras e privatizações, a última joia da coroa da pasta. No ano passado, Bolsonaro já havia transferido para o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, a articulação política. Onyx, que já tinha perdido uma perna, perdeu a outra — e não está livre de perder também a cabeça. A situação do ministro é bastante delicada, de acordo com o que o presidente tem relatado a pessoas próximas. Num ambiente naturalmente contaminado por intrigas, a gestão de Onyx ainda tem angariado críticas pesadas de colegas de outras pastas, principalmente do general Ramos e de Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-­Geral da Presidência, e também de Paulo Guedes, da Economia, e Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura.

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