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Marinha do Brasil leva ajuda humanitária a populações ribeirinhas do Pará

Marinha do Brasil leva ajuda humanitária a populações ribeirinhas do Pará
Militares da Marinha do Brasil iniciaram em meados deste mês uma expedição com o objetivo de prestar ajuda humanitária a populações ribeirinhas do Norte do país.Após estudos para definir localidades e municípios a serem visitados ao longo de uma viagem, o Grupamento de Patrulha Naval do Norte, em conjunto com o Hospital Naval de Belém,…

Militares da Marinha do Brasil iniciaram em meados deste mês uma expedição com o objetivo de prestar ajuda humanitária a populações ribeirinhas do Norte do país.

Após estudos para definir localidades e municípios a serem visitados ao longo de uma viagem, o Grupamento de Patrulha Naval do Norte, em conjunto com o Hospital Naval de Belém, planeja ações com ênfase nos atendimentos de saúde básica, além de alguns procedimentos de média complexidade clínica e também serviços de cidadania e concessão de benefícios públicos, através de parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, universidades e outras instituições civis. 

​Na área de saúde, são oferecidos atendimentos de clínica médica, odontologia, exames laboratoriais, procedimentos de enfermagem, mamografia e Raio X, além de distribuição de medicamentos, conforme explica em entrevista à Sputnik Brasil o capitão de mar e guerra Robledo de Lemos Costa e Sá, comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.

Quando há parcerias jurídicas, segundo o militar, os serviços prestados costumam ser de despachos, casamentos e divórcios, atermações, concessão de aposentadoria, emissão de carteira de identidade e de certidões, acordos e audiências de conciliação.

“Também são realizadas palestras para conscientização da população ribeirinha, abordando os seguintes temas: combate à violência doméstica, combate à exploração sexual infantil, combate ao escalpelamento, combate ao vandalismo da sinalização náutica e importância do uso de coletes salva vidas”, destaca Sá. “Ressalta-se, ainda, a realização de cobertura de eixos das embarcações regionais para evitar o acidente por escalpelamento, realizado pela Marinha de forma totalmente gratuita.”

Devido à situação de emergência provocada pela pandemia da COVID-19, a Marinha precisou adotar algumas medidas de segurança quanto à manutenção da limpeza, triagem e monitoramento do pessoal que serve a bordo e restrição ao embarque de pessoas para atendimento no interior das embarcações.

Entre essas ações, destacam-se a fixação de cartazes informativos sobre as medidas de profilaxia necessárias para evitar o contágio da doença em lugares de grande circulação de tripulantes, instalação de suportes de álcool em gel em diversos pontos do navio, verificação da temperatura dos tripulantes, estabelecimento de área de isolamento para o caso de pessoas com suspeita de contaminação, uso de máscara por todos os tripulantes e criação de uma estação de descontaminação no navio, pela qual todos devem passar antes de entrar na embarcação.

“Desde o início da pandemia, as Forças Armadas atuam em Comando Conjunto, conforme determinação do Ministério da Defesa. Na região do Pará, a Marinha integra o Comando Conjunto Norte, que é responsável por receber, analisar, coordenar as demandas de combate à COVID-19 em apoio aos órgãos públicos de saúde e segurança pública”, afirma o comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Norte. 


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Foto / Divulgação / Marinha do Brasil

Livros arrecadados pela Marinha do Brasil no projeto Maré do Saber

Como parte da expedição, a operação Pão e Vida, resultado do trabalho conjunto do governo federal com o Grupo Carrefour, Associação Paulista dos Atacadistas e Supermercadistas e a Virada Feminina, se concentra na distribuição de cestas básicas para as famílias ribeirinhas da Ilha do Marajó, que se encontram em total isolamento social por conta dos efeitos causados pela pandemia. 

Paralelamente, o projeto Maré do Saber, criado pelo Comando do 4° Distrito Naval em parceria com a Sociedade Amigos da Marinha Pará (SOAMAR-PA), arrecada e doa livros às escolas das comunidades ribeirinhas de difícil acesso na região da Amazônia, “a fim de contribuir com o desenvolvimento sociocultural e estimular a leitura, a memória, a imaginação e outras habilidades que somente os livros proporcionam”, explica o capitão de mar e guerra Robledo de Lemos Costa e Sá. 


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Foto / Divulgação / Marinha do Brasil

Moradores de comunidade ribeirinha do Pará recebem alimentos entregues pela Marinha do Brasil

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