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Irão admite ter abatido avião ucraniano sem querer

Irão admite ter abatido avião ucraniano sem querer
R. S. 11 Janeiro 2020 às 09:10 Depois de ter começado por negar responsabilidades no caso do avião ucraniano que caiu em Teerão, na quarta-feira passada, o exército iraniano anunciou, este sábado, que abateu acidentalmente o aparelho, que transportava 176 pessoas, todas vítimas mortais. Um general responsabilizou-se e explicou o acidente. Ao fim de vários dias de tensão, desde…

Depois de ter começado por negar responsabilidades no caso do avião ucraniano que caiu em Teerão, na quarta-feira passada, o exército iraniano anunciou, este sábado, que abateu acidentalmente o aparelho, que transportava 176 pessoas, todas vítimas mortais. Um general responsabilizou-se e explicou o acidente.

Ao fim de vários dias de tensão, desde a queda do avião, ocorrida no mesmo dia em que mísseis iranianos atingiram duas bases militares norte-americanas no Iraque, Teerão finalmente confirmou o que já tinha sido avançado pelos Estados Unidos e Canadá.

A culpa do Irão tinha sido rejeitada “com certeza” pela autoridade de aviação do país, que manteve a tese de problemas mecânicos na causa do acidente com o Boeing. Este sábado, em comunicado que promete consequências legais para os responsáveis, o Exército confirmou a responsabilidade iraniana, dando conta de um “erro humano”, que aconteceu perante uma curva inesperada em direção a uma base militar “sensível”.

“A República Islâmica do Irão arrepende-se profundamente deste erro desastroso”, escreveu o presidente Hassan Rouhani no Twitter, apresentando condolências às famílias das vítimas e anunciando investigações ao caso. Na mesma rede social, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamad Javad Zarif, pediu desculpa pelo incidente, mas não deixou de atribuir culpas às “aventuras” dos EUA pela tragédia, ocorrida numa altura de tensão máxima entre as duas nações.

General assume “responsabilidade total” e explica acidente

Um general da divisão aeroespacial do Exército, Amir Ali Hajizadeh, assumiu também hoje a “responsabilidade total” pela catástrofe, numa declaração transmitida pela televisão estatal iraniana, na qual avançou mais alguns detalhes sobre o trágico incidente, em que “o avião foi erroneamente identificado como um míssil de cruzeiro”.

O general disse que o operador do míssil “teve dez segundos para decidir” e que agiu de forma “independente”, ou seja, por conta e risco, devido a uma “interferência” nas telecomunicações. “Podia ter decidido abater ou não abater, e tendo em conta as circunstâncias, tomou a decisão errada”, afirmou, acrescentando que “preferia estar morto“. “Aceitarei de braços abertos” quaisquer decisões tomadas pelas autoridades iranianas, adiantou.

Um vídeo divulgado pelo “The New York Times” na quinta-feira mostra um suposto míssil a atingir o Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines, que vitimou 176 pessoas. Nas imagens é possível ver uma explosão, depois da qual o avião ainda terá voado por alguns minutos em direção ao aeroporto, incendiando-se pouco depois e acabando por despenhar-se.

Fonte

Redação

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