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Caça Gripen é rebocado para aeroporto em SC com escolta militar

Caça Gripen é rebocado para aeroporto em SC com escolta militar
Igor Gielow São Paulo O primero caça Gripen da Força Aérea Brasileira fez sua estreia em solo nacional na madrugada desta terça (22). O avião, que desembarcou de um navio no porto de Navegantes, no domingo (20), foi rebocado sob escolta militar pelas ruas da cidade catarinense até o aeroporto local, onde acabará de ser…

Igor Gielow


São Paulo

O primero caça Gripen da Força Aérea Brasileira fez sua estreia em solo nacional na madrugada desta terça (22).

O avião, que desembarcou de um navio no porto de Navegantes, no domingo (20), foi rebocado sob escolta militar pelas ruas da cidade catarinense até o aeroporto local, onde acabará de ser preparado para voo.

A cena inusitada do cortejo, iniciado por volta das 5h, foi registrada por moradores e veiculada na internet.

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Um pequeno trator puxou o Gripen, que havia sido descarregado por guindaste do navio Elke sem as rodas dos trens de pouso traseiros —que, obviamente, estavam colocadas para o traslado. Homens da infantaria da FAB armados com fuzis acompanharam o processo.

O caça ficará em um hangar do aeroporto de Navegantes recebendo mais peças que vieram desmontadas da Suécia, onde foi fabricado pela Saab. Um time da empresa e de sua parceira brasileira Embraer fará o trabalho.

Nesta sexta (25), provavelmente, um piloto de teste da Saab irá decolar com o Gripen em direção a Gavião Peixoto (SP), cidade a 560 km de Navegantes onde fica a unidade de fabricação de aviões militares da Embraer.

Lá há o centro conjunto de desenvolvimento conjunto das duas fabricantes. O Gripen matrícula FAB4100 voou pela primeira vez em 26 de agosto e foi entregue simbolicamente ao Brasil em cerimônia em 10 de setembro.

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Ele é primeiro dos 36 comprados pelo Brasil por 39,3 bilhões de coroas suecas (R$ 24 bilhões no câmbio de hoje). A ideia é que cerca de 15 unidades sejam feitas em Gavião Peixoto, com índice cada vez maior de autonomia nacional no processo.

A Embraer e outras empresas associadas também trabalham na versão de dois lugares do caça, a F, destinada a treinamento e a missões em que o segundo piloto fica live para operar armamentos de precisão. O avião que chegou ao país é do modelo E, de um assento, que somará 28 das 36 unidades compradas.

O Gripen ficará em teste por cerca de um ano no país e deverá fazer uma aparição de demonstração sobre Brasília no Dia do Aviador, 23 de outubro. Entrará em operação depois, quando chegarão os primeiros outros caças da Suécia.

O fim das entregas deverá ser em 2026, a depender de não haver restrições orçamentárias que já atrasaram o cronograma e foram determinantes para que a escolha do avião padrão da FAB demorasse mais de uma década.

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O Gripen substituirá progressivamente os antigos caças americanos Northrop F-5 para combate aéreo e interceptação, missão para a qual não foram desenhados, e os aviões de ataque a solo Embraer AMX.

Nos planos mais otimistas da FAB, os 36 serão um primeiro lote, podendo chegar a mais de 120 unidades, mas isso passa por realidades orçamentárias insondáveis. Há no mundo 271 Gripen, de gerações anteriores à comprada pelo Brasil e também pela Suécia, operados por seis países.

As informações são da FolhaPress

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