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Após cinco meses, praias do Nordeste continuam com vestígios de óleo

Após cinco meses, praias do Nordeste continuam com vestígios de óleo
arrow-optionsPrefeitura de Tabatinga Tabatinga. no Rio Grande do Norte, ainda tem alguns rastros de óleo Cinco meses já se passaram desde a aparição das primeiras manchas de óleo nas praias do Nordeste , em agosto, mas o problema não está solucionado. Vestígios do petróleo derramado no oceano ainda estão presentes em diversas localidades do litoral…


Tabatinga. no Rio Grande do Norte, ainda tem alguns rastros de óleo


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Prefeitura de Tabatinga

Tabatinga. no Rio Grande do Norte, ainda tem alguns rastros de óleo

Cinco meses já se passaram desde a aparição das primeiras manchas de óleo
nas praias do Nordeste
, em agosto, mas o problema não está solucionado. Vestígios do petróleo
derramado no oceano ainda estão presentes em diversas localidades do litoral nordestino.  

Em Pernambuco
, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade identificou restos do material no Cabo Santo Agostinho, no Litoral Sul, e no Janga, em Paulista, no Litoral Norte. Esses fragmentos estão grudados m rochas e em recifes de arenitos. De acordo com a Secretaria, o Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ficou com a responsabilidade de limpar o local, mas não há data prevista para que a limpeza seja cumprida.

Pernambuco teve danos registrados em 13 munícipios, com um total de 48 localidades atingidas pelas manchas de óleo, mas a maioria delas já está recuperada, ao menos aparentemente.

Rio Grande do Norte e Alagoas

Outros estados que ainda estão lidando com a poluição nas praias são Rio Grande Norte e Alagoas
. Em território potiguar, vestígios foram encontrados em Tabatinga, em Nísia Floresta, Litoral Sul, conforme levantamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

“Todas as praias foram limpas ainda no auge da crise, nos meses de outubro e novembro. A exceção é o município de Nísia Floresta, em razão da sua geografia ter a presença de mangues e pedras a beira-mar, o que fixou resíduos oleosos na região”, comunicou o Idema.

Leia também: Cientistas encontram água morna sob geleira da Antártida

Já em Alagoas
, onde as primeiras manchas apareceram apenas no meio de setembro, um balanço atualizado da Marinha do Brasil relata que restos de petróleo
  estão presentes em 61 localidades, pouco menos da metade das 128 áreas atingidas, em regiões de 15 munícipios.

Preocupação

Além dos restos do óleo
, ainda existe a preocupação, principalmente por parte dos moradores das regiões atingidas, de que as manchas voltem a aparecer em grande quantidade. Por isso, no Ceará, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEmace) anunciou que fará, a partir de fevereiro, um monitoramento especial das praias. Segundo o Semace, o objetivo da ação é “tranquilizar moradores, frequentadores e trabalhadores da pesca e da captura de crustáceos, além de empreendedores dos segmentos do turismo e do lazer”.

Enquanto as praias dão sinais de vida, a origem do derramamento continua incerta. O caso está sendo investigado pela Marinha e pela Polícia Federal, mas não há nenhuma conclusão até o momento. Em entrevista recente ao Jornal Nacional, o porta-voz da Marinha disse que a apuração não tem dia ou mesmo ano para acabar. Existe uma suspeita sobre o navio grego Bouboulina
, mas foram encontradas inconsistências no relatório que embasou a Operação Mácula, da Polícia Federal.

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